Este blogue tem conteúdo adulto. Quem quiser continuar é risco próprio; quem não quiser ler as parvoíces que aqui estão patentes, só tem uma solução.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Reflexo

Quando me vi pela manhã ao espelho já não reconheci o reflexo de mim mesmo. Aquele sorriso nos lábios que na anterior noite seria a maior característica facial, estava agora completamente desaparecido. O que teria se passado durante aquelas horas de sonhos confusos? Que motivos seriam a causa da perda daquele que é um dos maiores sinais de felicidade?


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Mais do mesmo?


CHEGA!!!


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Frio

Procuro nas letras uma forma de aquecer os dedos, que se encontram tão frios como a minha vontade usual de escrever. Parece que o inverno deu sinal de vida, fazendo-me recordar outros invernos em que o frio era presença constante assim que a chuva amainava. O sol lá tenta aquecer um pouco o ambiente mas a frente fria não deixa os raios prosseguirem o seu trabalho.

As letras foram trocadas pelo cheiro das aparas de madeira, que todas as tardes da semana ficam presas à minha camisola, calças, cabelo e cujo pó cobre as lentes dos óculos, fazendo-me perder a visão momentaneamente. Passo as finais horas dos dias de volta da minha pseudo-carpintaria, criando novas formas de diversão. É o "bicho carpinteiro" que está presente no DNA, em cada célula que em mim existe.

Afasto-me das pessoas, preferindo a companhia do meu canito, que de quando em vez, passa o limite da soleira da porta e vem-me visitar, como se de um amigo se tratasse e quantas vezes como se não me visse há tanto tempo. Um ladrar meio abafado, uma lambidela na mão, uma fugida repentina.

Lembro de quem todos os dias luta pelos seus sonhos e eu aqui sozinho no meu canto, suspendendo todos os meus próprios sonhos só por causa da minha necessidade de criar novos objectos, talvez uma desculpa para não ultrapassar alguns medos e me aventurar. Tantas vezes já pensei no assunto que chego sempre à mesma conclusão. Não vale a pena grandes planos, há que deixar a vida correr ao seu próprio ritmo.

Não é desta que aqueço os dedos o suficiente. Talvez porque o jeito para a escrita esteja um pouco desvanecido, provavelmente uma consequência do próprio frio que se faz sentir lá fora. Esse frio que se sente na pele, mas que às vezes parece trespassar todos o corpo e alojar-se no mais íntimo do meu ser.