Este blogue tem conteúdo adulto. Quem quiser continuar é risco próprio; quem não quiser ler as parvoíces que aqui estão patentes, só tem uma solução.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Pensamentos culinários

Prefiro cabeças de alho com dentes grandes. Além de darem menos trabalho a descascar é mais fácil de picar. Não tenho desses no momento na minha cozinha, pelo que me dei ao trabalho de descascar uns dez e cortá-los às rodelas. Já dentro do tacho, cobri o fundo com o azeite e três folhas de louro cortadas ao meio. Adoro o sabor do louro e é sem sombra de dúvida um dos meus temperos favoritos.

Quando o alho alourou juntei umas rodelas de chouriço cortadas ao meio, para dar algum sabor ao refogado. Juntei uma lata de cogumelos cortados, desses mais baratos, já que sendo para mim não há necessidade de me armar em fino. Lavei o resto da polpa de tomate da garrafa com vinho branco e deitei dentro da mistura.

É nestas alturas que a minha mente imagina mil e uma formas de continuar o cozinhado. Opto por três batatas cortadas em cubos pequenos, já que custam um pouco a cozer, sem as descascar sequer. Deixo levantar fervura, após ter junto um pouco mais de água e meio cubo de caldo de peixe. Aqui é que o prato começa a ficar estranho.

As batatas fervem um pouco e em cima da bancada já esperam duas postas de bacalhau que cortei em pequenos pedaços. Coloco os nacos na fervura, junto um pouco de picante e pouco depois salsa picada grosseiramente. É só esperar que as batatas cozam totalmente. Apago o lume, cubro o tacho e deixo assentar.

Sirvo-me mas acabo por voltar a colocar uma parte da dose no tacho novamente. Além de não precisar de comer tal quantidade, fica mais para o almoço de amanhã. Acompanho com uma bordinha de pão e com meio copo de tinto. Acabo a refeição com uma maçã e dois pedacinhos de chocolate culinário.

Pego na caneca de chá que fiz enquanto jantava e sento-me junto ao computador. A vontade era de fazer um comentário político, optei por uma receita culinária, tema que fica melhor neste espaço de reflexão.

Mando uma mensagem a alguém especial, pergunto quando iremos jantar de novo. Faz-me falta conversar um pouco, deixar as letras para quem está longe, reservando para quem está perto as palavras sonoras. Não sei se haverá oportunidade, o tempo e a vontade é que mandam.


Transparência

Composição: Porque tenho andado afastado da blogosfera



Pela mesma razão que me tenho afastado de outras coisas.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Vertigem



O caminho era estreito, íngreme. Dos lados tudo era branco, sem conseguir ver o fundo. Aos poucos segui o trilho, tentando manter a verticalidade, tentando não escorregar e cair, perdendo-me na imensidão. Cada vez mais o caminho estreitava e a certa altura desapareceu por completo - o abismo. Congelei.

Como por magia apareceste à minha frente. Parecia que flutuavas e estendeste a tua mão em direcção ao meu corpo hirto de receios. «Confia em mim» disseste. Apesar de todos o meu medo levantei o braço e a tremer tentei tocar as pontas dos teus dedos. Ao poucos os meus dedos avançaram e entrelaçaram-se nos teus. Apertaste a minha mão e dei um passo em frente, depois outro.

Olhei para baixo e não havia chão. Talvez fosse apenas um vidro, uma ponte transparente. Sorriste e levaste-me contigo. Fechei os olhos e quando os abri de novo estavas no mesmo leito onde eu me encontrava deitado. A tua mão direita envolvia a minha e os teus lábios esboçavam um ténue sorriso.

Foi naquele momento que tomei uma das maiores decisões da minha vida. Afinal se confiei em ti num sonho bem que poderia fazê-lo na vida real. Foi o nosso ponto zero, o início.


domingo, 19 de janeiro de 2014

Certeza

Ao domingo a certeza é só uma: chegar a casa inteiro.

Um dia frio, um dia de chuva, uma vontade louca de me fazer à lama. Aproveitei uma aberta no tempo e fiz-me à estrada. Como é habitual, a montada escolheu o caminho. Alcatrão no início mas uma vontade enorme de se meter por estradadões. Areia, alguma pedra, muito barro, um sem número de poças de água. Gosto de fazer a minha montada feliz e estando ela contente eu fico maravilhado.

Os pés porém não gostam muito de molho, especialmente quando significa muitos quilómetros de humidade excessiva. No verão sabe bem, mas nesta altura só não é tão desagradável porque a vontade e o sentimento de liberdade compensa quase todas as adversidades.

As subidas fazem puxar por todos os músculos. Por vezes o cansaço quase vence, mas é nessas alturas que energias escondidas dão sinal e o topo atinge-se mais depressa. O mais importante é chegar lá acima nem que tenha que desmontar e fazer os metros finais a pé. Como se trocasse de papel com a montada, sendo eu o transporte.

Penso na vida enquanto rodo entre as poças aparentemente mais fundas e cujos perigos estão escondidos pela água de aspecto lamacento. É nestes momentos que recordo outras aventuras, que encontro possíveis soluções para os problemas, que deixo para trás os momentos menos felizes, em forma de grito.

O sol nem sempre é a única companhia, a água acaba por ser o elemento constantemente presente, seja no espaço que percorro, alojada no equipamento, no suor, na bebida energética que consumo e que por vezes acompanha a tradicional banana, fonte de potássio, ou umas dentadas nas barras de cereais que guardo na mochila.

Ando sozinho normalmente, embora saiba que é mais perigoso. Não que não encontre com quem partilhe as emoções da aventura mas porque às vezes é a melhor forma de esconder as parvoíces que faço, tal como desmontar por causa de pequenos rasgos ou simplesmente porque gosto pouco de descer por terrenos muito inclinados ou apenas mais técnicos. Não há que ter vergonha, mas sou assim.

Por esta altura é assim a minha manhã domingueira, entregue ao desporto, à aventura, aos trilhos já tantas vezes percorridos no passado mas que se renovam a cada ano que vivo.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O meu estado

Estou sem vontade de escrever


Só me apetece desligar tudo


E simplesmente ficar





terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Desejo

Tanto que eu desejei ter...


... e agora...


segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Dois países, uma língua

Num único dia dois países irmãos ficaram mais perto pela mesma razão: a tristeza invadiu o pequeno Portugal e o grande Brasil.

Duas pessoas de áreas tão diferentes mas que sempre marcaram a diferença. Por cá o primeiro grande e global jogador de futebol, Eusébio da Silva Ferreira, um moçoilo vindo da outrora chamada Lourenço Marques, conhecida agora por Maputo, capital de Moçambique. Do outro lado do oceâno, um dos maiores cantores românticos de sempre, Nelson Ned, um gigante apesar de ser apenas uma pequena pessoa, só com 1,12m de altura.

O comum entre os dois é sem sombra de dúvida quem foram numa certa altura das suas vidas. Por cá o jogador de futebol que maravilhava os adeptos pelos seus feitos, em especial os seu golos espectaculares. Do outro lado, onde é verão por esta altura, um cantor que ultrapassou todas as barreiras terrestres e humanas, arrasando corações com a sua tremenda voz.

Podia estar aqui a reescrever mil e uma características de cada um destes maravilhosos homens, cuja pequena homenagem aqui deixo, mas acho que não vale a pena. Vale sim a pena nunca esquecer esses dois gigantes, essas duas pessoas que mudaram o mundo sem que déssemos por isso. Foram a felicidade estampada nos rostos de muitos. Cometeram os seus erros, afinal são humanos como cada um de nós, porém os melhores feitos ficam sem dúvida na memória.

É como eu sempre digo, a vida só vale realmente a pena se nunca formos esquecidos.

Obrigado Eusébio, Obrigado Nelson Ned. Até sempre.





domingo, 5 de janeiro de 2014

Conversas

Num bar:

- Acreditas em amor à primeira vista?
- Não.
- Então vou ali e já volto.


E por falar em paixão, voltei hoje a uma paixão antiga. Oh maravilha!!!




sábado, 4 de janeiro de 2014

Susto matinal...

... quando saí de casa e vi um burro com tantas pernas quantos dias tem este ano.

Livraaa!!!!


quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

I - I - MMXIV


Hoje é o primeiro dia dos resto deste ano. Já só faltam 364 dias e meio para 2015.